Construir um plano de negócios

Começar um projeto empresarial é dar início a uma aventura que merece a melhor estratégia. O plano de negócios é fundamental para preparar a sua empresa para o mercado e para conquistar o seu espaço entre a concorrência.

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A sua empresa vai ser o seu projeto de vida, por isso não tenha medo de o construir para o sucesso. Antes de avançar, defina o que quer fazer. É para isso que serve o plano de negócios. “Para o empreendedor, é o mapa da estrada a percorrer. Para o financiador, é a garantia de um trabalho prévio de aquisição e sistematização de conhecimento útil ao lançamento do negócio e da reflexão sobre os aspetos chave da sua gestão”, explica Rita Seabra, do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI).

Um bom plano de negócios deve ser simples: não são precisas muitas páginas e deve ser fácil de ler. O objetivo deve ser baseado em factos concretos e não em intuições. Deve ter um caráter realista na leitura dos dados e na sua relação com as valências do produto, gestão e tipologia de financiamento. Além disso, deve estar completo.

Escolha uma área compatível com as competências da sua equipa e evite “comprar” o plano de negócios em vez de o construir. “Para as consultoras é mais fácil, mas os empreendedores ficam menos preparados para gerir os seus negócios”, alerta Rita Seabra.

Se recorrer a  consultores, peça-lhes apenas que validem a leitura sobre os dados que já recolheu e que o apoiem tecnicamente na montagem da operação de financiamento. “Qualquer financiador deteta a situação com muita facilidade no decurso da conversa, o que descredibiliza o empreendedor”, diz a especialista.

Comece a trabalhar na estrutura do documento quando tiver informação suficiente sobre os aspetos chave, como o produto ou o serviço que vai vender, os fornecedores (se existirem), como vai ser feita a produção, diferenciação e abordagem de mercado, a distribuição, o conhecimento que detém da  concorrência, entre outros. É importante que domine toda a informação necessária, quer seja legislativa, fiscal ou qualquer outra.

Quando estiver a fazer contas, não erre. As  falhas na contabilização dos custos e da dimensão do investimento ou o irrealismo na projeção da evolução das vendas podem ser fatais.

Se o seu negócio for inovador, há outros aspetos que deve ter em conta. Caso a sua empresa esteja a lançar um produto novo, não subestime a concorrência dos produtos de substituição. Nestas situações, deve centrar a informação do plano de negócio no produto e procurar parceiros que validem e credibilizem a tecnologia e o projeto. “O grosso destes erros corrige-se recorrendo a serviços de apoio ao empreendedor. Não é inteligente trabalhar ‘em circuito fechado’”, acrescenta Rita Seabra.

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